segunda-feira, 5 de abril de 2010



“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.



Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.


Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.”

Is. 53:4-6



QUEM É JESUS CRISTO?

Passagem Bíblica:

Mateus 16: 13- 28.

1. Versículo para Memorizar: Mateus 16:15-16

"Perguntou-Ihes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. "

2. Textos de Referência: (FACILITADOR)
Mateus 1:18-25

Lucas 1:26-38 4.

3. Objetivos

Estar sempre preparado para responder corretamente quando alguém perguntar: "Quem é Jesus Cristo?”
Saber quem é Jesus e caminhar com ele sempre.

PERGUNTAS INDUTIV AS

Quanto ao nascimento de Jesus, como o nascimento dele diferiu, ou se diferenciou inteiramente do nosso?
(Mateus 1:18)

Qual é o significado de "Jesus"?
(Mateus 1 :21)

Qual é o outro nome de Jesus Cristo e o que significa?
(Mateus 1 :23)

MENSAGEM DO DIA
Quando Jesus estava em Cesaréia de Filipe com seus discípulos, Perguntou-lhes: "Quem dizem os homens que sou"? Os discípulos relatam, que as pessoas diziam ser ele João Batista, ou Elias, ou um dos profetas. Então Jesus fez nova pergunta aos discípulos: "E vós, quem dizeis que eu sou? " Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." E Jesus elogiou muito a Pedro por sua confissão.

Mesmo hoje, uma grande multidão de pessoas reconhece a Jesus como um excelente mestre, ou um dos profetas. Eles acham que Jesus é apenas um dos homens extraordinários da história que veio e desapareceu subitamente. Mas isso não é verdade.

Jesus, embora fosse Deus, veio a este mundo a fim de tornar-se a oferta pelo pecado, o Cordeiro Sacrificial que morreria pelos pecados da humanidade.

Ele foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria.

Não havia outro plano. Essa encarnação de Jesus Cristo não foi um acidente que aconteceu involuntariamente. A vinda de Cristo foi planejada muito antes de sua encarnação.

Então, quem é de fato esse Jesus Cristo? Descobriremos a resposta repassando as Escrituras e descobrindo os fatos históricos que lhe dizem respeito.

JESUS É O MESSIAS PROMETIDO
Em Gênesis, Deus prometeu que o Messias viria a este mundo.

Os primeiros pais da raça humana, Adão e Eva, caíram sob o domínio de Satanás após terem pecado, e foram separados de Deus. Mas Deus não queria que a humanidade perecesse, por isso prometeu enviar o Messias, para destruir as obras do diabo. Esse Messias prometido, descrito em algumas versões como a "semente da mulher", é Jesus Cristo. Jesus, como semente da mulher, significa que ele seria concebido pelo Espírito Santo e nasceria de uma virgem, ao passo que todos os outros seres humanos são nascidos da semente humana.

Deus também determinou pelo profeta Miquéias o local exato onde o Messias nasceria (Miquéias 5:2), isto é, Belém, na Judéia. Por meio de Isaías, Deus determinou que o Messias é verdadeiramente humano e verdadeiramente Deus, e que por isso ele seria o Salvador da humanidade (lsaías 9:6).

O Salmo 22 e o capítulo 53 de Isaías delineiam com muitas minúcias os sofrimentos de Cristo, o fato de ele tornar-se a oferta pelo nosso pecado, e que bênçãos recebemos mediante sua morte em nosso lugar.

A vinda de Jesus Cristo como nosso Salvador foi profetizada progressivamente através dos 4.000 anos da história do Antigo Testamento. Deus nos falou por meio dessas profecias como Jesus viria, ministraria, sofreria e morreria. Em sua providência, Deus pré-ordenou que Jesus viesse. O Senhor Deus também revela por meio das profecias bíblicas que Jesus é de fato o Messias prometido.

JESUS CRISTO É O PONTO CENTRAL DA HISTÓRIA
A vinda de Jesus Cristo divide a história da humanidade em dois períodos: Antes de Cristo (AC.) e Depois de Cristo (DC). Os 66 livros da Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, também escrevem a história humana.

A abertura da Bíblia, Gênesis, registra a origem do universo e o último livro, Apocalipse, fala sobre o final dos tempos. Em outras palavras, a Palavra de Deus inclui todas as coisas, desde o remoto princípio até o último momento da história do mundo, e seu tema é Jesus Cristo. Um fato que não podemos desprezar é que cerca de 40 escritores escreveram esses 66 livros, durante um período de aproximadamente 1.600 anos e, por milagre, o tema imutável é Jesus Cristo. O que significa isto? Significa que Jesus Cristo é a figura central de toda a história, de eternidade a eternidade. Portanto, aqueles que não caminham em união com Jesus Cristo jamais podem compreender o fluxo da história, nem viver corretamente.

JESUS CRISTO É DEUS QUE SE FEZ HOMEM
Por que Deus se fez homem, isto é, por que ele precisou encarnar-se e assumir a natureza humana? Esta pergunta nos leva ao propósito de sua encarnação. Podemos subdividir a resposta da maneira como se segue:

Primeiro, para revelar a Deus Pai.
Nenhum homem jamais viu o Deus invisível. Jesus veio a este mundo para revelar-nos quem é Deus. Estando em Jesus, conhecemos a natureza e o caráter de Deus. Conhecendo aJesus, conhecemos a Deus. Ademais, através do viver perfeito de Jesus e sua morte redentora, somos esclarecidos quanto ao plano de Deus para conosco.

Segundo, para expiar os nossos pecados pelo sacrifício de si mesmo.
Somos todos pecadores e portanto destinados à morte eterna. Mas Deus, em Cristo, proveu a maneira de tomar nossa condenação sobre si mesmo. Era a única forma de nos salvar. Portanto, Deus precisava vir em carne para pagar o salário do nosso pecado sobre a cruz, em nosso lugar. O Salvador do ser humano, Jesus, teve que vir como um ser humano.

Terceiro, para ser um mediador.
Devido ao pecado do ser humano, cometido no Éden, rompeu-se a comunhão do homem com Deus. Precipícios e paredões intransponíveis separam os pecadores do Deus Santíssimo. Todavia, Deus queria eliminar as barreiras e prover uma forma de o homem decaído voltar a Ele. O corpo moído de Cristo e seu sangue derramado na cruz tornaram-se a ponte que religa Deus e o homem e, por meio de Jesus, recebemos a graça de nos tornar filhos de Deus.

Ao estudar esta lição, vemos que o motivo da encarnação de Jesus foi "buscar e salvar o que se havia perdido".

PERGUNTAS FINAIS

Quem é Jesus Cristo?
(Mateus 16:15-16)

O que a crucificação de Jesus nos traz?
(Efésios 2: 14-16)


1. Gravemos em nosso coração, mais uma vez, quem é Jesus e o que ele fez por nós.

2. Vivamos uma vida que verdadeiramente testifique ao nosso vizinho o amor de Jesus.
LIÇÃO Nº 3: PARTICIPANDO DAS AFLIÇÕES DOS IRMÃOS





Texto básico: Mt. 25.37-40

Então os justos lhes responderão: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te colhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos de visitar? O Rei responderá: Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.

Texto para decorar: Mt. 25.40

O Rei responderá: Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.

Introdução:

Vivemos um tempo em que catástrofes naturais têm causado sensíveis e terríveis abalos. Pessoas morrem em decorrência de chuvas, desmoronamentos, terremotos, “tsunamis”, furacões, entre outros fenômenos. Isso tanto no Brasil como em outros lugares do mundo.

Após tragédias deste tipo, entram em ação instituições de natureza pública e privada, no sentido de prestar auxílio àqueles que perderam parentes e amigos, além de suas casas e bens. Por vezes, há dificuldade para se obter água e alimentos. Então estas instituições procuram amenizar as consequências maléficas sofridas, providenciando alimentos, vestuário, abrigo e tratamento médico.

Contudo, geralmente, é pouco. Então se iniciam movimentos de solidariedade. Cantores, artistas e políticos participam e incentivam a realização de programas que visam à arrecadação de alimentos para os desamparados de determinada tragédia. ONGs são imediatamente criadas com o objetivo de angariar recursos aos aflitos. E as pessoas contribuem. Com pouco ou com muito, na medida de sua sensibilidade, vontade e disponibilidade.

Este é, ainda, um resquício pequeno, mas evidente, de que há alguma forma de bondade no ser humano pecador.

Desenvolvimento:

Contudo, dentro da Igreja vivemos uma realidade bastante distorcida daquilo que tanto estudamos e ensinamos. Eventualmente, há pessoas dentro da Igreja, NOSSOS IRMÃOS EM CRISTO, que estão passando por sérias dificuldades, inclusive para obter alimento, e não há, dentro da Igreja, a devida prestação.

Discuta um pouco com os irmãos presentes nesta reunião, acerca do motivo de situações como esta ocorrerem dentro da Igreja.

É quase paradoxal (contraditório): o mundo pecador presta auxílio para pessoas em dificuldades que nem conhecem. Pessoas que moram em outro continente. Mas, mesmo assim, encontram-se formas de fornecer-lhes mantimentos, vestimentas, água, etc.

Contudo, para o meu irmão que está passando por sérias dificuldades, que, ao menos uma vez por semana, está pertinho de mim, cantando e lendo a bíblia ao meu lado, não faço o menor gesto de solidariedade. Que tipo de Cristianismo é este, onde a Igreja (ou seja, os membros, crentes em Cristo) não se dispõe a distribuir o pão aos próprios necessitados?

Jesus coloca este assunto numa profundidade estonteante. Veja o que Ele diz em Mt. 5.35-40. Jesus ensina que quando estivermos diante do Seu Trono, serão separados os bodes das ovelhas. As ovelhas serão identificadas como aquelas que deram comida, água e roupa para Jesus. Mas as pessoas não entenderão, porque nunca nem haviam estado fisicamente perto de Cristo. Ele, então, responderá: “Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram” (v. 40).

Ou seja, quando a Igreja, por seus membros, estiver fornecendo o pão àquele irmãozinho que não o tem, é como se estivesse fornecendo o pão para o próprio Senhor Jesus Cristo. Veja o nível em que Cristo coloca a prestação de auxílio.

Para pensar:

Diante do texto lido (Mt. 25.37-40) e tendo em conta, também, a forma como se comportava a igreja primitiva (Atos 2.46-47), a prestação de auxílio aos irmãos necessitados é opcional (participa quem quiser) ou se trata de uma atividade que o crente (a Igreja) deve praticar? Discuta isso com seu grupo.

Agora o ponto que se encontra com o objetivo da Unidade: a ajuda aos irmãos carentes é fundamental para o crescimento da Igreja?

Obviamente que SIM. Aliás, se considerarmos os textos bíblicos lidos, verificaremos que aqueles que não se importam com as dificuldades do seu irmão ainda não entenderam a forma como deve servir a Deus. Além disso, a reunião de pessoas que buscam louvar a Deus, mas que se portam com total indiferença quanto ao fato de alguns irmãos estarem passando necessidades (inclusive fome), está muito longe do conceito bíblico de Igreja. Pode até ter nome de igreja, mas não se encaixa no modelo de Igreja ensinado no Novo Testamento.

Ações Práticas:

Os cultos dominicais não são o meio mais fácil de identificar crentes em dificuldades. Aliás, mais de uma vez soube, tempo depois, de irmãos em seríssimas dificuldades, isso significa sem ter o que comer direito (e muito menos dinheiro para passagem: para ir à igreja fazia um longo percurso a pé e à noite), mas que louvavam e cantavam com o mesmo sorriso de que recém tinha tomado um delicioso café da tarde com torradas, bolachas e frios. Então, apenas no culto não é possível saber quem e quantos estão dificuldades. Assim, o que fazer?

1º. Caixinha do quilo. É um Ministério de nossa igreja que já funciona. Não é necessário, muitas vezes, saber quem está sendo beneficiado com os donativos, apenas que são dirigidos a pessoas necessitadas. O importante é saber que a sua ajuda estão sendo bem utilizada. Que “a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que presta a sua ajuda em segredo” (Mt. 6.3-4).

2º. Participe das reuniões de pequenos grupos. As pessoas não gostam de andar com uma plaquinha: “Não tenho o que comer”. Pelo menos dentro da Igreja. Para se saber quem está em dificuldade, as reuniões em pequenos grupos são mais apropriadas. Ali, no aconchego do amor e da proximidade, os irmãos sentem-se à vontade para contar suas dificuldades. Então é ali começa a tarefa: saber quem está em dificuldade. Depois. Contribua. Procure o Ministério de Comunhão e pergunte se a pessoa já está recebendo o auxílio do quilo. Independente da resposta e mesmo que você já esteja contribuindo para o quilo, faça uma contribuição especial para o irmão necessitado. Se houve dúvidas sobre situações de constrangimento, dê sua oferta ao Ministério de Comunhão que ela chegará ao destinatário. Ou, senão, dê discretamente sua oferta: no momento de apertar a mão da pessoa, lhe entregue o dinheiro. Ela entenderá. Somente vocês e Deus saberão (Oh Glória!). Ainda: caso você não tenha disponibilidade de recursos, fale com outros irmãos e juntos, prestem uma oferta especial. É uma forma de abençoar a outros com a oportunidade de contribuir.

3º. Por vezes, a necessidade não precisa ser suprida com dinheiro, mas com mantimentos. Então, porque não fazer um “ranchinho” e entregar. As mesmas dicas sobre discrição e participação de outros irmãos, citadas no item anterior, também valem aqui.

Conclusão:

Sendo bem direto: em Igreja de verdade, crente não deixa crente passar necessidade. Além disso, a prestação de auxílio ao próximo é:
a) como se estivesse prestando auxílio ao próprio Senhor Jesus Cristo e b) é uma linda forma de Louvar a Deus, abençoando ao próximo e sendo, ao mesmo tempo, abençoado.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Por que devemos organizar-nos em Pequenos Grupos?




I. A Bíblia apresenta o pequeno grupo como uma forma efetiva de organização e administração.

1. MOISÉS, sozinho, não podia dirigir, administrar e resolver todos os problemas que se apresentava no povo de Israel. O Conselho Divino foi que deveria organizar o povo em grupos de mil, cem, cinqüenta e dez. Êxodo 18:13-27.

2. JESUS começou o estabelecimento de sua Igreja com um pequeno grupo dos doze apóstolos. Desta maneira começou a igreja cristã apostólica a expandir a mensagem de salvação. Mateus 10:1-4.

A. Jesus escolheu e chamou os seus discípulos.

B. Capacitou-os na verdadeira liderança cristã.

C. Depois de capacitá-los os enviou a cumprir a Missão Evangelizadora.

3. A igreja cristã apostólica se reunia não só no templo, mas nas casas.

4. “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomava suas refeições com alegria e singeleza de coração,Louvando a Deus, e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor , dia a dia os que iam sendo salvos.” - (Atos 2:46 e 47).

A. Perseveravam unânimes no templo e nas casas.

B. Comiam juntos com alegria e singeleza de coração.

C. Seus cultos eram de muito gozo e de louvor ao Senhor.

D. Como resultado, cresciam em quantidade e qualidade.

3. “Considerando ele a sua situação resolveu ir à casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos, onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam.”-(Atos 12:12).

A. Aqui encontramos os irmãos reunidos como uma família, orando pelo apóstolo Pedro.

B. As primeiras congregações cristãs se reuniam em casas particulares.

C. A reunião em grupos pequena os unia ainda mais, emocional, espiritual e fisicamente.

4. Nos dias dos apóstolos, as igrejas eram organizadas nas casas.

Saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles.”

“... e a irmã Afia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa”; - (Filemon 2)

“Saudai aos irmãos de Laodicéia, e a Ninfa e à igreja que ela hospeda em sua casa”. (Colossenses 4:15)

terça-feira, 9 de março de 2010

LIÇÃO Nº 2: A UNANIMIDADE NA IGREJA


Texto básico:
Efésios 4.3:

“Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”.

Introdução:
A unanimidade pura é algo que o mundo, definitivamente, não conhece. Vivemos entre pessoas com pensamentos diferentes, onde cada um pretende que prevaleça a sua ideia, a sua vontade e a sua própria palavra.

No entanto, o mundo resolve este problema de uma forma simples: os homens realizam acordos, onde interesses políticos, econômicos e sociais são negociados, emprestados, comprados, vendidos ou subornados. Note-se que ninguém cede nada de graça. Tudo é posto numa mesa de negociação.

Assim, mediante negociações, dirigentes de empresas tomam decisões, políticos criam, votam e executam leis, países vão para guerra (um ajudando outro país amigo, contra um terceiro), etc. Mas por trás de tudo isto, há favores concedidos, mas que serão cobrados sabe-se lá a que custo.

NO ENTANTO, a Igreja foi instituída por Cristo para ser diferente. Ela precisa ser UNÂNIME.

Desenvolvimento da Lição:
Mas como uma instituição (a Igreja) composta por 10, 20, 30, 50, 100, 1000, 10.000, ou muito mais pessoas, poderia ser unânime?

Não se engane: trata-se de um difícil desafio a ser buscado em um árduo caminho.

Contudo, há um Elemento, ou melhor, uma Pessoa que atua em cada membro de uma igreja e que pode unir cabeças com as mais diferentes formas de pensar.

Você saberia quem é esta Pessoa?

Exato: O Espírito Santo de Deus.

No momento em que Ele atua na conversão e na santificação do crente, acaba cumprindo uma outra tarefa: Ele vai transformando uma coletividade de pessoas (crentes) em uma Instituição que atua de forma unânime: A IGREJA.

Mas, para isso, necessário, pelo menos, duas coisas.

A primeira é que você permita essa atuação do Espírito Santo em sua vida.

Veja bem. Se o Espírito Santo é quem molda a igreja, atuando na vida de cada crente, mas, sabendo-se que Ele respeita o livre arbítrio de cada um, é necessário que cada um genuinamente (ou seja, com uma verdadeira sinceridade) permita que o Espírito Santo de Deus atue em sua vida. Deixe que Ele tome as rédeas da sua vida. Busque uma vida pelo Espírito.

A segunda é que você se integre à Igreja. Ou seja, necessário buscar a comunhão com os demais membros da Igreja.

Não se pode pensar na palavra unanimidade, se não considerarmos uma coletividade de pessoas. Não há lógica em se pensar que uma pessoa seja unânime. Para que se falar em unanimidade a respeito de algo são necessárias, no mínimo, duas pessoas. Assim, para que eu contribua com a unanimidade da igreja, preciso fazer o quê?

Lógico. Participar da Igreja. Estar juntos com outros irmãos.

Como? Frequentando os cultos, a EBD, as reuniões de pequenos grupos, as assembléias administrativas (aberta a todos os membros, sem exceção), etc.

Assim, para que eu faça parte de uma Igreja UNÂNIME, preciso ter contato com os demais membros da Igreja. Preciso estar mais tempo perto deles.

Agora, um detalhe fundamental. Por vezes, a formalidade e a necessidade de observância de hora de início e de hora do término do culto, da EBD ou outras atividades realizadas no templo, impedem que todos conversem entre si, que todos compartilhem as bênçãos e as necessidades. A verdade é que embora tenhamos a pretensão de viver em unanimidade, não conhecemos de fato, acerca da vida de cada membro.

Então, outra pergunta que não quer calar: como posso viver em unanimidade com os meus irmãos se não sei quase nada a respeito de cada um ou mesmo de alguns deles?

É aqui que entra a importância de reuniões de pequenos grupos (como este), em caráter menos formal, onde todos podem e devem conversar, manifestar suas ideias, compartilhar benções e apresentar suas dificuldades, por menos importantes que (às vezes) pareçam. Se tudo na nossa vida é importante para Deus, também é importante para os nossos irmãos.

Mas cuidado para não cair em outra cilada!

Por vezes, a Igreja está organizada com uma série de programações, realizando uma infindável série de atividades semanais, incentivando-se os irmãos a participarem do maior número de reuniões possíveis. Então, se estas reuniões tiverem o mesmo nível de formalidade que os cultos dominicais, continuaria difícil um contato mais profundo com meus irmãos. A COMUNHÃO CONTINUARIA, DE ALGUM MODO, PREJUDICADA!

Embora concorde que a Igreja não deva se limitar a propiciar eventos somente aos domingos (pelo contrário: o ideal é que esteja, de algum modo, sempre aberta!), quando se pensa em comunhão deve-se ter o cuidado de incentivar não a formalidade da reunião, mas a comunhão propriamente dita. Ou seja, necessário que se criem oportunidades para que os irmãos interajam uns com os outros.

Meus Amados Irmãos: a proposta de termos reuniões de pequenos grupos é desafiadora, contra a qual podem se oferecer obstáculos. Contudo, é uma valiosíssima oportunidade para que se tenha contato um pouco mais íntimo com os irmãos. Em outro estudo sobre comunhão, será debatido acerca de formas de se aumentar a aproximação entre os membros da Igreja. Contudo, desde já, que fique a ideia do valor dos pequenos grupos. Por eles podemos visualizar sentimentos e necessidades que no Templo, durante os cultos, nos passam despercebidos.

Um conhecimento mais íntimo acerca do meu irmão me fará entendê-lo melhor e amá-lo mais! Propiciará um caminho melhor para tomada de decisões na Igreja, fazendo acontecer a Unanimidade Bíblica. Isso, por fim, leva ao crescimento da Igreja.

Conclusão: A Unanimidade na Igreja só é possível pela atuação do Espírito Santo. No entanto, cada crente deve permitir e buscar a atuação do Santo Espírito de Deus em sua vida. Além disso, necessário, também, que participe dos cultos e reuniões, inclusive em pequenos grupos, onde é possível um contato mais próximos com os irmãos, conhecendo-os melhor. Isso permitirá que de forma mais rápida e mais perfeita alcancemos a Unanimidade na Igreja.






MINISTÉRIO DE PEQUENOS GRUPOS

Estudos sobre Comunhão

LIÇÃO Nº 1: A COMUNHÃO NA IGREJA, ENSINADA EM ATOS 2.46-47.



Texto básico/Texto para decorar:
“Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos.” (NVI).

“Perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja os que iam sendo salvos” (João Ferreira de Almeida, Edição Contemporânea).

Desenvolvimento do Estudo:

O texto bíblico de Atos 2.46-47 está acima transcrito em duas versões diferentes, para facilitar a compreensão do seu conteúdo.

Neste trecho é possível a identificação de alguns elementos que ressaltam a forma como estava nascendo a Igreja primitiva. Seriam eles:

- perseverança

- unanimidade

- partir o pão em casa (ou de casa em casa)

- fazendo refeições com alegria e singeleza de coração

- louvor a Deus

- contar com a simpatia do povo

- o consequente crescimento numérico da igreja

Estas atitudes dos primeiros membros da igreja primitiva foram de extrema importância para o impulso inicial desta tão maravilhosa Instituição de Deus. A sua realização importou em uma consequência que não depende de homem, mas de Deus: o crescimento da Igreja.

Logo, se temos por objetivo o crescimento de nossa Igreja, tanto em número, quanto em qualidade, talvez seja importante avaliar o que fizeram os primeiros membros da Igreja de Cristo.

Não se está, aqui, proporcionando aula de língua portuguesa, mas seria importante notar o “tempo verbal” em que está escrito o texto de Atos 2.46-47. Ou seja, está sempre no Plural.

O que significam verbos escritos no Plural? (discuta com o grupo)

Isso mesmo. Significa que se está falando de algo que está sendo feito por, no mínimo, mais de uma pessoa. Mas há outro detalhe. Um verbo, no plural, significa que mais de uma pessoa está fazendo a mesma coisa. Vejam que coisa importante a gramática nos proporciona em relação a este texto. Mais de uma pessoa estava fazendo a mesma coisa. Logo: partir o pão, louvar a Deus, participar (das refeições), não era ação de uma só pessoa, mas de mais de uma.

Mas há outra palavra que, em outro estudo, será destacada pormenorizadamente: unanimidade. O texto diz que faziam todas aquelas coisas de forma unânime, com objetivo comum, JUNTOS.

Então: temos vários verbos, praticados por mais de uma pessoa e de forma unida (juntos).

Amados, se Paulo estivesse comentando este texto, talvez dissesse: “Trago-vos, irmãos, este mistério acerca do crescimento da Igreja: façam tudo juntos, em unanimidade e em COMUNHÃO”.

Que ninguém ouse afirmar que me estou colocando no lugar de Paulo. Mas faço esta ‘brincadeira’ para enfatizar que a fórmula para o crescimento da Igreja e o mandamento de como a Igreja deve funcionar está descrito de forma clara, objetiva e cristalina na Palavra de Deus. NÃO HÁ MISTÉRIO ALGUM! Meus irmãos, para isto não necessitamos de nenhuma profecia. Não necessitamos ser informados por meio de um exímio palestrante Missionário que já atue há vários anos no Continente Africano ou no Asiático ou Oceania (isso é continente?). Não estou desprezando profecias e nem missionários. Mas, às vezes, queremos fazer a Obra, mas esperamos que estoure um estopim que sacuda a Igreja. Contudo, este estopim está bem diante dos nossos olhos:

A IGREJA DEVE ANDAR EM COMUNHÃO!

ASSIM ELA CRESCERÁ!

Não estou falando de crescimento de multidões. Mas estou falando de crescimento oriundo de uma Igreja que, realmente, execute seu Papel no Reino de Deus, fazendo, de fato a Sua Vontade.

Logo, Atos 2.46-47 descreve o (inexistente) mistério para o crescimento e desenvolvimento da Igreja: Uma Igreja onde os irmãos cultivam a comunhão, tanto na área espiritual, quanto material e também intelectual.

Agora, a pergunta que não quer calar (tam-tam-tam-tam).

Qual seria a pergunta que não quer calar? Escolha uma das opções abaixo:

Qual o resultado do último GRE-NAL?

Qual a cor do terno que o Pastor estava usando no último Domingo?

Por quê o ir. Giovani está sempre “arrumando” os óculos nos olhos?

Será que vai chover amanhã?

Por quê as Igrejas (na verdade, as pessoas) não adotam a fórmula de At. 2.46-47?

O mundo jaz no Maligno (I João 5.19) e, deste modo, o mundo sempre apresentará valores contrários aos oferecidos por Deus. Com efeito, se Deus quer que o ser humano viva em comunhão, o Diabo apresentará ideia oposta.

Para simplificar o entendimento sobre o tema, veja o que está enraizado na cultura humana no seguinte chavão: “Cada um por si e Deus por todos”. Esta frase apresenta uma meia verdade: Deus é por todos. Mas meia verdade não é verdade, é mentira.

Onde está a mentira desta frase?

A mentira é a seguinte: devo buscar a Deus e os outros que se virem.

Igreja não é pessoa. É conjunto de pessoas. Mas a Bíblia aponta que este grupo de pessoas deve viver unido, como membros de um corpo (olha os ensinamentos de Paulo aqui – I Coríntios 12.12-31). Logo, o corpo está sempre em unanimidade de ideias e atitudes. Tudo é feito junto! Deste modo, se este conjunto de pessoas vivem como se fosse um corpo, o que acontece com um dos membros deste corpo afeta aos demais membros e todo o corpo sente. Se um dedo está doendo, o corpo inteiro sofre com esta dor. Assim deve ser na Igreja, se um irmão está feliz, a Igreja deve ficar feliz com ele. Se está triste, a Igreja deve ficar triste com ele. Se está precisando de ajuda, a Igreja deve estender a mão para ajudá-lo.

Então, o que acontece é que, ao menos em parte, alguns valores próprios do mundo acabam se incorporando à Igreja, tornando os membros um pouco individualistas. Não há uma preocupação maior com os outros irmãos acerca de como vai sua vida espiritual, sua vida material, seus relacionamentos, etc. Isso, meus amados, impede que a Igreja cumpra o Papel que Deus quer que ela cumpra. Por quê? Porque falta COMUNHÃO.

Ou seja, a Igreja precisa praticar a COMUNHÃO. Que tipo de comunhão? Aquela que a Bíblia ensina, no caso, o texto de Atos 2.46-47.

Conclusão: O crescimento da Igreja, tanto em número quanto em qualidade é um anseio de todo o crente (ou deveria sê-lo). Logo, interessante que se examine na Bíblia como a Igreja procurava atingir este objetivo, o que consta de forma direta no texto de Atos 2.46-47. Este texto, dito em uma só palavra, poderia ser descrito como COMUNHÃO.