segunda-feira, 24 de maio de 2010




O CARÁTER DE JESUS

1.Passagem Bíblica
Mateus 11:27-30
2.Versículo para Memorizar
1 João 2:6
"Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. "
3.Textos de Referência
Atos 3:14
2 Coríntios 8:9
4.Objetivos
a.Estudar o caráter de Jesus Cristo.
b.Ponderar sobre como podemos seguir e desenvolver o caráter de Cristo em nós mesmos.

PERGUNTAS INDUTIVAS
Se Deus vive em nós, como devemos viver?
(1 João 2:6)
Como foi Jesus retratado em Atos 3:14?

O apóstolo Paulo escreve:
"Cristo, que, sendo rico ... se fez pobre".
Por que ele se fez pobre?
(2 Coríntios 8:9)

MENSAGEM DO DIA
Um  dos muitos propósitos da encarnação de Jesus é o de dar-nos um modelo para seguir. Se desejarmos descobrir os verdadeiros padrões de vida ou ideais do cristão, é muito importante que estudemos o  caráter de Jesus. Quais são, então, as principais características de Jesus?

A SANTIDADE DE JESUS
Por natureza, Jesus é santo e sem pecado (Hebreus 4:15). Em suas ações, também, ele foi imaculado, "separado dos pecadores" (Hebreus 7:26), e sempre fez coisas que agradavam a seu Pai (João 8:29).
Portanto, quando fitamos este Jesus santo, não podemos deixar de bradar com Isaías:
"Ai de mim, que vou perecendo! porque eu sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos!" (Isaías 6:5).
Ou como Pedro:
"Senhor, afasta-te de mim; sou homem pecador" (Lucas 5:8). Assim como Jesus é santo, precisamos ser santos (1 Pedro 1: 16).
Embora sejamos impotentes e impuros, devemos, sob a orientação do Espírito Santo, ajustar nossos corações para tentar imitar os exemplos que Jesus nos mostrou. Quando fizermos esse esforço, nosso Senhor Jesus nos abençoará:
"Olhai para ele, e sede iluminados; os vossos rostos não ficarão confundidos" (Salmo 34:5).

O AMOR DE JESUS
O amor com que Jesus nos ama é tão puro que jamais poderemos explicá-Io ou igualá-Io pelo amor que devotamos a ele.
Quais são, então, as qualidades do amor de Jesus?
Primeiro, seu amor é o amor que flui do Pai (João 14:21). Segundo, tudo o que ele disse e é, inclusive seu amor, veio da Palavra de Deus. Jesus amava ao máximo a Palavra do Pai. Quando tentado, ele citou passagens que começavam com: "Está escrito ... ", e também ensinou os versículos que revelavam ao povo a sua Pessoa (Lucas 4:16-21; 24:44-45). Ele declarou também que a Palavra de Deus é sempre verdadeira (João 10:34-36).
Terceiro, o amor de Jesus é algo que está sempre fluindo para os seres humanos. Ele amou a todos, independente da posição que ocupassem, de riqueza ou pobreza, classe alta ou classe baixa, homem ou mulher, criança ou adulto, e independente de quanto se tivessem desgarrado em seu pecado. Ele foi acusado de ser "amigo de cobradores de impostos e pecadores" (Mateus 11: 19). Tanto Jesus nos amou que por fim entregou a própria vida para nos salvar (João 10:11, 15:13; Romanos 5:8).
Por último, o amor de Jesus é o amor que ama até os seus inimigos. Ele ensinou aos discípulos: "Amai a vossos inimigos" (Mateus 5:44). Jesus orou até mesmo pelas pessoas que o colocaram na cruz (Lucas 23:34). Quando ainda éramos seus inimigos, Jesus nos esten¬deu seu braço amoroso (Romanos 5:10)

A HUMILDADE DE JESUS
Sua humildade se manifestou em seu ministério terreno. Jesus é infinitamente rico, a quem pertence toda a glória dos céus, mas por amor a nós escolheu ser pobre. A fim de relacionar-se melhor com as pessoas, ele tomou sobre si a nossa pobreza (2 Coríntios 8:9). Como bebezinho recém-nascido, ele foi colocado numa manjedoura, e nem teve um quarto apropriado - eis o melhor exemplo de quão pobre se tornou (Lucas 2:7). Não possuía um sepulcro e teve de ser sepultado num emprestado (Mateus 25:57-60). Jesus fez também a tarefa mais humilde de todas - lavou os pés dos discípulos (João 13:14).
O próprio Jesus disse:
"Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir" (Marcos 10:45).

MANSIDÃO DE JESUS
O próprio Cristo disse: Sou manso e humilde de coração (Mateus 11:29). Sua mansidão é descrita em Mateus 12:20 citando Isaías:
"Não esmagará o caniço quebrado e não apagará a mecha que fumega, até que faça triunfar o juízo."
Cristo viveu em total mansidão. Ele tratou mansamente tanto os pecadores arrependidos (Lucas 7:37-50) quanto Pedro, que certa vez o negou (João 21:15-23). Pela maneira como Jesus tratou o traidor Judas, e as pessoas que o penduraram na cruz, seu caráter manso se destaca mais ainda (Mateus 26:50; João 13:21). Verdadeiramente ele é manso: "não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas sua voz" (Mateus 12: 19).

A OBEDIÊNCIA DE JESUS
A obediência de Jesus Cristo foi completa em todos os aspectos. Primeiro, ele obedeceu a seus pais terrenos (Lucas 2:51). Segundo, ele obedeceu a Deus, ao guardar a lei. Ele foi um
homem "sem pecado" (Hebreus 4:15), e que "não conheceu pecado" (2 Coríntios 5:21).

"Convinha-nos tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, sepa¬rado dos pecadores" (Hebreus 7:26).

Para o Pai, a santidade de Jesus satisfaz à sua justiça perfeita, e homem nenhum pôde achar nele um único defeito sequer (João 8:46). Para que ninguém o acusasse de reter impostos, Jesus acatou a lei, ao ponto de pagar impostos a um governo humano (Mateus 17:24-27).
Terceiro, ele obedeceu até à morte (Filipenses 2:8) para nos salvar.
" ... pela obediência de um muitos serão feitos justos" (Romanos 5:19). Pedro também descreveu a obediência de Jesus:

"Pois Cristo padeceu uma única vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus. Ele, na verdade, foi morto na carne, mas vivificado pelo Espírito" (1 Pedro 3:18).

A obediência constante de Jesus durante toda a sua vida tornou possível que ele fosse o "cordeiro sem defeito e sem mancha". Assim, somente Jesus pôde ser o nosso sacrifício substituto.
A Vida de Oração de Jesus
Lemos:
"O qual, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade" (Hebreus 5:7).

Deus não precisa orar. No entanto, Jesus, que é o próprio Deus, orou, e essa atitude também mostra bem a sua humildade. Jesus orava freqüentemente. Às vezes, orava na presença dos discípulos, mas na maior parte do tempo, quando estava sozinho. Ele passava longas horas em oração, e às vezes passava a noite toda orando (Mateus 14:23; Lucas 6: 12). Antes de iniciar seu importante ministério, ele se preparou com oração. Antes de seu ministério na Galiléia (Marcos 1:35-38), antes de escolher os doze discípulos, e no jardim do Getsêmani, ele orou fervorosamente.

As características de Jesus que aprendemos hoje são exatamente as que devemos desenvolver em nossa caminhada diária com Jesus. Quando tivermos essas características, nós nos tornaremos maduros no Senhor Jesus. E nós as teremos se permitirmos que reine em nós o Espírito Santo, o qual dará seu fruto, trazendo muita glória ao nosso Pai celestial.

PERGUNTAS FINAIS
  • Quais são as quatro características do amor (Jesus Cristo? (Descubram a resposta na mensagem do dia.)
  • Quais são os três pontos da obediência de Jesus? (Descubram a resposta na mensagem do dia.)
  • Quais são os pontos do modelo que devemos seguir na oração de Jesus? Pesquise-os em cada um dos versículos seguintes:
a.         Mateus 26:44
b.         Lucas 22:44
c.         João 11:41-42

1.         Repassamos hoje seis pontos do caráter de Jesus.
Pergunte a si mesmo quais deles lhe faltam e peça ao Senhor que o torne mais parecido com Jesus.

2.         Pense profundamente em cada uma das características de Jesus, que estudamos hoje, e veja como se relacionam à sua vida diária. Vamos adquiri-Ias uma a uma.

segunda-feira, 10 de maio de 2010


JESUS CRISTO É DEUS

Passagem Bíblica João 1:1-3
1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2  Ele estava no princípio com Deus.
3  Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 

Versículo para Memorizar João 1:1
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era
Deus."

Textos de Referência
·         Isaías 9:6
·         João 10:29-30
·          
Objetivos
1.      Aprender que Jesus é o Filho de Deus.
2.      Experimentar em nossa vida que Jesus Cristo é verdadeira­mente Deus, e confessar essa verdade.

PERGUNTAS INDUTIVAS
O que disse João Batista que Jesus era? (João 1:1)
Desde quando Jesus existe e com quem? (João 1 :2)
Quem fez todas as coisas do universo? (João 1 :3)
MENSAGEM DO DIA
Embora seja Deus, Jesus Cristo veio ao mundo a fim de salvar pecadores condenados à morte eterna. Jesus pagou o preço de nossos pecados mediante a morte na cruz. Ele nos amou com esse amor.
Jesus É o Mesmo Que Seu Pai
Muitas heresias sobre a pessoa de Jesus Cristo surgiram durante o período da igreja primitiva. Entre os heréticos encontravam-se os gnósticos. Eles ensinavam uma perversão do evangelho, adotando a filosofia grega para interpretar as Escrituras. Esse conceito helenístico sustentava o ensinamento de que toda carne, ou tudo que é material, é mau e todo espírito ou alma é bom. Influenciados por essa filosofia, os gnósticos difundiram uma heresia que negava a divindade de Cristo. Eles questionavam como um Deus bom podia vir na carne, que eles consideravam má. A igreja combateu essa heresia; é por isso que o apóstolo João enfatizou a divindade de Jesus Cristo no evange­lho de João e em suas epístolas. Em 325 A.D., a igreja adotou uma declaração sobre a divindade de Jesus conhecida como o Credo de Nicéia, do qual a primeira parte diz o seguinte:

Creio em um só Deus o Pai todo-poderoso Criador do céu e da terra,
e de todas as coisas visíveis e invisíveis:
E em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado de seu Pai antes de todos os mundos, Deus de Deus, Luz de Luz, o próprio Deus do próprio Deus, gerado, não criado, sendo da mesma substância que o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; que por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu,
e encarnou-se pelo Espírito Santo da Virgem Maria, e fez-se homem,
e foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos.
Ele sofreu e foi sepultado, e no terceiro dia ressurgiu, segundo as Escrituras e subiu ao céu, e está sentado à destra do Pai.
E ele voltará de novo com glória para julgar os vivos e os mortos: cujo reino não terá fim.

Prova de que Jesus Cristo É Verdadeiramente Deus
A Bíblia testifica que Jesus Cristo é Deus
Primeiro, Jesus é Deus porque possui todos os atributos da divindade - onipotência, auto-existência eterna, onipresença, imutabilidade e assim por diante. Jesus é tão verdadeiramente Deus quanto o Deus Pai, e o Deus Espírito Santo.
Segundo, o fenômeno do nascimento de Jesus declara que ele é verdadeiramente Deus. Jesus foi concebido pelo Espírito Santo, o que significa que ele veio a este mundo pelo método sobrenatural de Deus, não por meios naturais e humanos. Ele veio conforme profetizado (Isaías 7:14; Mateus 1:18), por meio de uma virgem, sem pai natural. Esse milagre da concepção jamais teria sido possível se a criança não fosse o Filho de Deus. O profeta Isaías também predisse com exatidão que o bebê que viria, Jesus Cristo, seria o Deus poderoso (Isaías 9:6).
Terceiro, o próprio Jesus testemunhou ser verdadeiramente Deus, em João 10:29-30:
"Meu Pai, que as [ovelhas] deu a mim, é maior do que todos; ninguém pode arrebatá-Ias da mão dele. Eu e o Pai somos um."

O apóstolo Paulo declarou ter Jesus pré-existido como Deus (Filipenses 2:6). O autor de Hebreus também testificou claramente que Jesus
"Ele.é o esplendor da Sua glória [de Deus] e a expressa imagem da Sua pessoa" (Hebreus 1:3).
Quarto, todos os milagres que Jesus fez durante o seu ministério testificaram que ele é verdadeiramente Deus. Ele transformou água em vinho. Deu de comer a 5.000 homens (mais as mulheres e crianças) com cinco pãezinhos e dois peixes. Acalmou tempestades no mar, caminhou sobre o mar, curou os enfermos, expulsou demônios, purificou leprosos, curou cegos, surdos e aleijados, e ressuscitou os mortos.
Disse Jesus sobre si mesmo:
"Os milagres que eu faço em nome de meu Pai falam por mim" (João 10:25).

"Eu e o Pai somos um" (João 10:30).
Jesus repetiu em João 10:37-38 sobre sua divindade:
"Se não faço as obras de meu Pai, não acrediteis em mim. Mas se as faço, e não credes em mim, crede nas obras, para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu nele."
Fazendo todas as obras milagrosas em nome de Deus, Jesus testificou que Ele e Deus são um.
Finalmente, a ressurreição e a ascensão de Jesus provam que Ele é Deus. Na história humana, nenhum homem jamais foi ressuscitado senão pelo poder de Deus. Jamais uma única alma quebrou o poder do túmulo e da morte, senão pelo poder de Deus. Mas nosso Senhor Jesus Cristo venceu o poder da morte, ressuscitou vários mortos e, no terceiro dia após ter morrido, subiu ao céu, enquanto seus discípulos olhavam (Lucas 24:51; Atos 1:9).
 Esse fato testifica com clareza da divindade de Jesus, conforme afirma de maneira tão clara o apóstolo Paulo em Romanos 1:4:
" ...Foi declarado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos. "

Assim como o apóstolo Tomé confessou: "Senhor meu e Deus meu", nós também devemos crer em Jesus Cristo como nosso Deus e Senhor.

A Divindade Eterna de Jesus
O apóstolo Paulo disse sobre Jesus:
"Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" (Colossenses 1:15).

Então isso significa que Jesus foi a primeira coisa a ser criada por Deus? Ou significa que existe um início distinto em sua divindade? Segundo o evangelho de João, Jesus Cristo estava com Deus no
princípio (João 1:2).

O próprio Jesus disse:  "Vós sois de baixo, eu sou de cima. Vós sois deste mundo; eu não sou deste mundo (João 8:23).

Em João 3:13 Jesus revelou que ele veio do céu onde antes e também disse que existia até mesmo antes de Abraão (João:8:58), o que prova que ele estava com Deus no princípio.
Jesus orou: "E agora, Pai, glorifica-me em tua presença com a glória que tinha antes que o mundo existisse" (João 17:5).

Essa palavra sublinha a eterna divindade de Jesus Cristo. Nosso Senhor Jesus Cristo é verdadeiramente Deus.
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-poderoso" (Apocalipse 1:8).
PERGUNTAS FINAIS
o que disse Jesus sobre si mesmo? (João 10:30)

Enumere os três pontos de evidência de que Jesus Cristo foi a primeira criatura de Deus, tirados
dos seguintes versículos:
·         João 1:2
·         João 8:58
·         João 17:5

Nós que devíamos ter pago o preço do nosso pecado e sido pendurados na cruz para receber morte eterna. Mas Jesus o pagou por nós. Compartilhemos de novo seu grande amor para conosco, e rendamos-lhe profundas ações de graça. 


JESUS CRISTO É HOMEM

Passagem Bíblica
1 Timóteo 2:5

Versículo para Memorizar
1 Timóteo 2:5
"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. "
Textos de Referência Lucas 2:52
Hebreus 2:14

Objetivos
a.         Saber que Jesus Cristo é verdadeiramente Deus e todavia veio ao mundo como ser humano.
b.         Entender que por ter sido ele mesmo um homem, Jesus compreende nossas fraquezas humanas e pode nos ajudar.

PERGUNTAS INDUTIVAS
o que disse o apóstolo Paulo sobre Jesus Cristo? (1 Timóteo 2:5)

Por que Jesus precisou vir na carne e ser como nós? (Hebreus 2:14)

MENSAGEM DO DIA

Jesus Cristo é Deus e homem. Na lição anterior, aprendemos que ele é verdadeiramente Deus. Agora estudaremos que ele foi verdadeiramente homem e também qual foi o propósito dele ter-se feito homem.

Provas Bíblicas de Que Ele Foi Verdadeiramente Homem

O evangelho de João, que ensina claramente a respeito da divindade de Jesus, também dá um relato bem detalhado de sua humanidade. O apóstolo João no início chamou Jesus Cristo de "Logos" (Palavra ou Verbo) e esse "Logos" é Deus (João 1:1-2).
Disse ele então:
"O Verbo se fez carne, e habitou entre nós" (João 1:14).

Isto significa que Deus, revestido de carne humana, habitou entre nós.
Estudemos agora algumas passagens que se referem à natureza humana de Jesus Cristo.

Primeiro, Jesus Cristo nasceu e cresceu na carne exatamente da mesma maneira que você e eu nascemos e crescemos. Lucas descre¬veu a infância de Jesus:

"E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens. "

Nesse versículo (Lucas 2:52), podemos ver que Jesus cresceu em quatro aspectos:
1.         Cresceu intelectualmente - Crescia Jesus em sabedoria
2.         Cresceu fisicamente - ... em estatura

4.         Cresceu espiritualmente - ... em graça para com Deus 4. Cresceu socialmente - ... e os homens.

Jesus Cristo se desenvolveu em cada área da vida como se desenvolvem os outros seres humanos.

Segundo, Jesus Cristo se igualou aos outros seres humanos no comer, beber, dormir, irar-se e amar. Ele teve as mesmas emoções e sentimentos que nós temos. Jesus sentiu fome como nós (Lucas 24:41), por isso comeu. Ele se cansou, por isso adormeceu (Lucas 8:23). Ele se comoveu profundamente (João 11:33,38), regozijou-se (João 15:11), amou (João 13:34; 14:21; 11:11) e chorou (João 11:35).

Terceiro, o próprio Jesus Cristo declarou que era um verdadeiro ser humano. Jesus fez com que as pessoas soubessem que era verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, e nunca negou essa dupla natureza. Jesus afirmou que era homem (Mateus 4:4), (Lucas 4:4) e não apresentou desculpa alguma quando foi acusado de ter atributos humanos (Mateus 11:19; Lucas 7:34).
Os evangelhos nos mostram um Jesus que tem um corpo (Mateus 26:12,26; Marcos 26:12,26; Marcos 14:8,22; Lucas 22:19) dotado de membros físicos como mãos e pés (Lucas 24:39), tal como um homem normal.

Quarto, Jesus teve todos os elementos de humanidade como nós temos, mas numa coisa foi diferente - não houve pecado em Jesus.

Embora Jesus também sentisse angústia ante a morte que logo teria de enfrentar (Lucas 12:50), e expressasse sua dor clamando em alta voz na cruz (Mateus 27:46; Marcos 15:34), ele não conheceu pecado.

Jesus Cristo também reconheceu o mal que o cercava mas jamais sucumbiu ao pecado. Até Pilatos, que de fato pendurou Jesus na cruz, confessou três vezes:
"Não acho nele crime algum" (João 18:38, 19:4,6). O autor de Hebreus também disse:

"Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Hebreus 4:15).

O próprio Jesus perguntou:
"Pode algum de vós acusar-me de pecado'? Se vos digo a verdade, porque não credes em mim'?" (João 8:46).

O Propósito de Jesus ao Tornar-se Homem
Jesus Cristo estava acima de todas as criaturas e acima de todos os anjos. Então, por que esse Jesus glorioso teve de vir à terra na forma de ser humano?

O primeiro propósito da vinda de Jesus como homem foi o de salvar o homem pecador, tomando sobre si mesmo os pecados, enfermidades, tristezas e a morte eterna do homem.

Hebreus 2: 14-15 declara o propósito da vinda de Jesus, revestido do traje de humanidade:

"Portanto, visto que os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse a todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão. "

Visto que o Filho de Deus existe "segundo o poder de uma vida sem fim", não pode morrer. Portanto, para que pudesse morrer, Jesus teve de assumir uma natureza diferente da divina.

O autor de Hebreus  registra isto:
"Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante a seus irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, afim de fazer propiciação pelos pecados do povo" (Hebreus 2: 17).

O segundo propósito pelo qual "o Filho unigênito" (João 1:18) "veio em carne" (2 João 7) foi o de fazer-nos ouvir, ver com nossos olhos, contemplar e tocar "o que era desde o princípio" (1 João 1:1). Embora nenhum homem jamais tenha visto a Deus antes, os homens viram o corpo de Jesus Cristo, foram capazes de ter uma experiência física com Deus, encontrá-lo, ouvi-lo, tocá-Io. Portanto, a vinda de Jesus em carne humana foi o mais misterioso e maravilhoso milagre da história.

Em conclusão, Jesus é verdadeiramente Deus e foi verdadeiramente homem. Embora tivesse essas duas naturezas dentro de si quando andou sobre a terra, Jesus era uma só pessoa e nele não há divisão.
Devíamos morrer eternamente devido ao nosso pecado, mas Jesus veio a este mundo em forma humana, a fim de receber o nosso castigo e dar-nos nova vida. Por meio de sua morte e ressurreição, obtemos vida eterna e tornamo-nos filhos de Deus.

PERGUNTAS FINAIS
Jesus foi humano, mas existe uma diferença entre sua natureza humana e a nossa. Qual é? (Hebreus 4:15)

Cite os dois propósitos de Jesus ter vindo na carne?
1. Hebreus 2:17
2. 1 João 1 :2

Qual foi o método usado por Jesus para a propiciação dos nossos pecados?
(Hebreus 2:9)

APLICAÇÃO

1.         Jesus em forma de homem foi também um verdadeiro modelo de obediência e humildade. Reflitamos sobre se a nossa vida de fé está de fato crescendo constantemente em obediência e humildade?
2.         Meditemos sobre a oração de Jesus no Getsêmani e seu sofrimento por nós. Graças sejam dadas ao nosso Pai celestial!


segunda-feira, 5 de abril de 2010



“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.



Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.


Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.”

Is. 53:4-6



QUEM É JESUS CRISTO?

Passagem Bíblica:

Mateus 16: 13- 28.

1. Versículo para Memorizar: Mateus 16:15-16

"Perguntou-Ihes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. "

2. Textos de Referência: (FACILITADOR)
Mateus 1:18-25

Lucas 1:26-38 4.

3. Objetivos

Estar sempre preparado para responder corretamente quando alguém perguntar: "Quem é Jesus Cristo?”
Saber quem é Jesus e caminhar com ele sempre.

PERGUNTAS INDUTIV AS

Quanto ao nascimento de Jesus, como o nascimento dele diferiu, ou se diferenciou inteiramente do nosso?
(Mateus 1:18)

Qual é o significado de "Jesus"?
(Mateus 1 :21)

Qual é o outro nome de Jesus Cristo e o que significa?
(Mateus 1 :23)

MENSAGEM DO DIA
Quando Jesus estava em Cesaréia de Filipe com seus discípulos, Perguntou-lhes: "Quem dizem os homens que sou"? Os discípulos relatam, que as pessoas diziam ser ele João Batista, ou Elias, ou um dos profetas. Então Jesus fez nova pergunta aos discípulos: "E vós, quem dizeis que eu sou? " Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." E Jesus elogiou muito a Pedro por sua confissão.

Mesmo hoje, uma grande multidão de pessoas reconhece a Jesus como um excelente mestre, ou um dos profetas. Eles acham que Jesus é apenas um dos homens extraordinários da história que veio e desapareceu subitamente. Mas isso não é verdade.

Jesus, embora fosse Deus, veio a este mundo a fim de tornar-se a oferta pelo pecado, o Cordeiro Sacrificial que morreria pelos pecados da humanidade.

Ele foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria.

Não havia outro plano. Essa encarnação de Jesus Cristo não foi um acidente que aconteceu involuntariamente. A vinda de Cristo foi planejada muito antes de sua encarnação.

Então, quem é de fato esse Jesus Cristo? Descobriremos a resposta repassando as Escrituras e descobrindo os fatos históricos que lhe dizem respeito.

JESUS É O MESSIAS PROMETIDO
Em Gênesis, Deus prometeu que o Messias viria a este mundo.

Os primeiros pais da raça humana, Adão e Eva, caíram sob o domínio de Satanás após terem pecado, e foram separados de Deus. Mas Deus não queria que a humanidade perecesse, por isso prometeu enviar o Messias, para destruir as obras do diabo. Esse Messias prometido, descrito em algumas versões como a "semente da mulher", é Jesus Cristo. Jesus, como semente da mulher, significa que ele seria concebido pelo Espírito Santo e nasceria de uma virgem, ao passo que todos os outros seres humanos são nascidos da semente humana.

Deus também determinou pelo profeta Miquéias o local exato onde o Messias nasceria (Miquéias 5:2), isto é, Belém, na Judéia. Por meio de Isaías, Deus determinou que o Messias é verdadeiramente humano e verdadeiramente Deus, e que por isso ele seria o Salvador da humanidade (lsaías 9:6).

O Salmo 22 e o capítulo 53 de Isaías delineiam com muitas minúcias os sofrimentos de Cristo, o fato de ele tornar-se a oferta pelo nosso pecado, e que bênçãos recebemos mediante sua morte em nosso lugar.

A vinda de Jesus Cristo como nosso Salvador foi profetizada progressivamente através dos 4.000 anos da história do Antigo Testamento. Deus nos falou por meio dessas profecias como Jesus viria, ministraria, sofreria e morreria. Em sua providência, Deus pré-ordenou que Jesus viesse. O Senhor Deus também revela por meio das profecias bíblicas que Jesus é de fato o Messias prometido.

JESUS CRISTO É O PONTO CENTRAL DA HISTÓRIA
A vinda de Jesus Cristo divide a história da humanidade em dois períodos: Antes de Cristo (AC.) e Depois de Cristo (DC). Os 66 livros da Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, também escrevem a história humana.

A abertura da Bíblia, Gênesis, registra a origem do universo e o último livro, Apocalipse, fala sobre o final dos tempos. Em outras palavras, a Palavra de Deus inclui todas as coisas, desde o remoto princípio até o último momento da história do mundo, e seu tema é Jesus Cristo. Um fato que não podemos desprezar é que cerca de 40 escritores escreveram esses 66 livros, durante um período de aproximadamente 1.600 anos e, por milagre, o tema imutável é Jesus Cristo. O que significa isto? Significa que Jesus Cristo é a figura central de toda a história, de eternidade a eternidade. Portanto, aqueles que não caminham em união com Jesus Cristo jamais podem compreender o fluxo da história, nem viver corretamente.

JESUS CRISTO É DEUS QUE SE FEZ HOMEM
Por que Deus se fez homem, isto é, por que ele precisou encarnar-se e assumir a natureza humana? Esta pergunta nos leva ao propósito de sua encarnação. Podemos subdividir a resposta da maneira como se segue:

Primeiro, para revelar a Deus Pai.
Nenhum homem jamais viu o Deus invisível. Jesus veio a este mundo para revelar-nos quem é Deus. Estando em Jesus, conhecemos a natureza e o caráter de Deus. Conhecendo aJesus, conhecemos a Deus. Ademais, através do viver perfeito de Jesus e sua morte redentora, somos esclarecidos quanto ao plano de Deus para conosco.

Segundo, para expiar os nossos pecados pelo sacrifício de si mesmo.
Somos todos pecadores e portanto destinados à morte eterna. Mas Deus, em Cristo, proveu a maneira de tomar nossa condenação sobre si mesmo. Era a única forma de nos salvar. Portanto, Deus precisava vir em carne para pagar o salário do nosso pecado sobre a cruz, em nosso lugar. O Salvador do ser humano, Jesus, teve que vir como um ser humano.

Terceiro, para ser um mediador.
Devido ao pecado do ser humano, cometido no Éden, rompeu-se a comunhão do homem com Deus. Precipícios e paredões intransponíveis separam os pecadores do Deus Santíssimo. Todavia, Deus queria eliminar as barreiras e prover uma forma de o homem decaído voltar a Ele. O corpo moído de Cristo e seu sangue derramado na cruz tornaram-se a ponte que religa Deus e o homem e, por meio de Jesus, recebemos a graça de nos tornar filhos de Deus.

Ao estudar esta lição, vemos que o motivo da encarnação de Jesus foi "buscar e salvar o que se havia perdido".

PERGUNTAS FINAIS

Quem é Jesus Cristo?
(Mateus 16:15-16)

O que a crucificação de Jesus nos traz?
(Efésios 2: 14-16)


1. Gravemos em nosso coração, mais uma vez, quem é Jesus e o que ele fez por nós.

2. Vivamos uma vida que verdadeiramente testifique ao nosso vizinho o amor de Jesus.
LIÇÃO Nº 3: PARTICIPANDO DAS AFLIÇÕES DOS IRMÃOS





Texto básico: Mt. 25.37-40

Então os justos lhes responderão: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te colhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos de visitar? O Rei responderá: Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.

Texto para decorar: Mt. 25.40

O Rei responderá: Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.

Introdução:

Vivemos um tempo em que catástrofes naturais têm causado sensíveis e terríveis abalos. Pessoas morrem em decorrência de chuvas, desmoronamentos, terremotos, “tsunamis”, furacões, entre outros fenômenos. Isso tanto no Brasil como em outros lugares do mundo.

Após tragédias deste tipo, entram em ação instituições de natureza pública e privada, no sentido de prestar auxílio àqueles que perderam parentes e amigos, além de suas casas e bens. Por vezes, há dificuldade para se obter água e alimentos. Então estas instituições procuram amenizar as consequências maléficas sofridas, providenciando alimentos, vestuário, abrigo e tratamento médico.

Contudo, geralmente, é pouco. Então se iniciam movimentos de solidariedade. Cantores, artistas e políticos participam e incentivam a realização de programas que visam à arrecadação de alimentos para os desamparados de determinada tragédia. ONGs são imediatamente criadas com o objetivo de angariar recursos aos aflitos. E as pessoas contribuem. Com pouco ou com muito, na medida de sua sensibilidade, vontade e disponibilidade.

Este é, ainda, um resquício pequeno, mas evidente, de que há alguma forma de bondade no ser humano pecador.

Desenvolvimento:

Contudo, dentro da Igreja vivemos uma realidade bastante distorcida daquilo que tanto estudamos e ensinamos. Eventualmente, há pessoas dentro da Igreja, NOSSOS IRMÃOS EM CRISTO, que estão passando por sérias dificuldades, inclusive para obter alimento, e não há, dentro da Igreja, a devida prestação.

Discuta um pouco com os irmãos presentes nesta reunião, acerca do motivo de situações como esta ocorrerem dentro da Igreja.

É quase paradoxal (contraditório): o mundo pecador presta auxílio para pessoas em dificuldades que nem conhecem. Pessoas que moram em outro continente. Mas, mesmo assim, encontram-se formas de fornecer-lhes mantimentos, vestimentas, água, etc.

Contudo, para o meu irmão que está passando por sérias dificuldades, que, ao menos uma vez por semana, está pertinho de mim, cantando e lendo a bíblia ao meu lado, não faço o menor gesto de solidariedade. Que tipo de Cristianismo é este, onde a Igreja (ou seja, os membros, crentes em Cristo) não se dispõe a distribuir o pão aos próprios necessitados?

Jesus coloca este assunto numa profundidade estonteante. Veja o que Ele diz em Mt. 5.35-40. Jesus ensina que quando estivermos diante do Seu Trono, serão separados os bodes das ovelhas. As ovelhas serão identificadas como aquelas que deram comida, água e roupa para Jesus. Mas as pessoas não entenderão, porque nunca nem haviam estado fisicamente perto de Cristo. Ele, então, responderá: “Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram” (v. 40).

Ou seja, quando a Igreja, por seus membros, estiver fornecendo o pão àquele irmãozinho que não o tem, é como se estivesse fornecendo o pão para o próprio Senhor Jesus Cristo. Veja o nível em que Cristo coloca a prestação de auxílio.

Para pensar:

Diante do texto lido (Mt. 25.37-40) e tendo em conta, também, a forma como se comportava a igreja primitiva (Atos 2.46-47), a prestação de auxílio aos irmãos necessitados é opcional (participa quem quiser) ou se trata de uma atividade que o crente (a Igreja) deve praticar? Discuta isso com seu grupo.

Agora o ponto que se encontra com o objetivo da Unidade: a ajuda aos irmãos carentes é fundamental para o crescimento da Igreja?

Obviamente que SIM. Aliás, se considerarmos os textos bíblicos lidos, verificaremos que aqueles que não se importam com as dificuldades do seu irmão ainda não entenderam a forma como deve servir a Deus. Além disso, a reunião de pessoas que buscam louvar a Deus, mas que se portam com total indiferença quanto ao fato de alguns irmãos estarem passando necessidades (inclusive fome), está muito longe do conceito bíblico de Igreja. Pode até ter nome de igreja, mas não se encaixa no modelo de Igreja ensinado no Novo Testamento.

Ações Práticas:

Os cultos dominicais não são o meio mais fácil de identificar crentes em dificuldades. Aliás, mais de uma vez soube, tempo depois, de irmãos em seríssimas dificuldades, isso significa sem ter o que comer direito (e muito menos dinheiro para passagem: para ir à igreja fazia um longo percurso a pé e à noite), mas que louvavam e cantavam com o mesmo sorriso de que recém tinha tomado um delicioso café da tarde com torradas, bolachas e frios. Então, apenas no culto não é possível saber quem e quantos estão dificuldades. Assim, o que fazer?

1º. Caixinha do quilo. É um Ministério de nossa igreja que já funciona. Não é necessário, muitas vezes, saber quem está sendo beneficiado com os donativos, apenas que são dirigidos a pessoas necessitadas. O importante é saber que a sua ajuda estão sendo bem utilizada. Que “a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que presta a sua ajuda em segredo” (Mt. 6.3-4).

2º. Participe das reuniões de pequenos grupos. As pessoas não gostam de andar com uma plaquinha: “Não tenho o que comer”. Pelo menos dentro da Igreja. Para se saber quem está em dificuldade, as reuniões em pequenos grupos são mais apropriadas. Ali, no aconchego do amor e da proximidade, os irmãos sentem-se à vontade para contar suas dificuldades. Então é ali começa a tarefa: saber quem está em dificuldade. Depois. Contribua. Procure o Ministério de Comunhão e pergunte se a pessoa já está recebendo o auxílio do quilo. Independente da resposta e mesmo que você já esteja contribuindo para o quilo, faça uma contribuição especial para o irmão necessitado. Se houve dúvidas sobre situações de constrangimento, dê sua oferta ao Ministério de Comunhão que ela chegará ao destinatário. Ou, senão, dê discretamente sua oferta: no momento de apertar a mão da pessoa, lhe entregue o dinheiro. Ela entenderá. Somente vocês e Deus saberão (Oh Glória!). Ainda: caso você não tenha disponibilidade de recursos, fale com outros irmãos e juntos, prestem uma oferta especial. É uma forma de abençoar a outros com a oportunidade de contribuir.

3º. Por vezes, a necessidade não precisa ser suprida com dinheiro, mas com mantimentos. Então, porque não fazer um “ranchinho” e entregar. As mesmas dicas sobre discrição e participação de outros irmãos, citadas no item anterior, também valem aqui.

Conclusão:

Sendo bem direto: em Igreja de verdade, crente não deixa crente passar necessidade. Além disso, a prestação de auxílio ao próximo é:
a) como se estivesse prestando auxílio ao próprio Senhor Jesus Cristo e b) é uma linda forma de Louvar a Deus, abençoando ao próximo e sendo, ao mesmo tempo, abençoado.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Por que devemos organizar-nos em Pequenos Grupos?




I. A Bíblia apresenta o pequeno grupo como uma forma efetiva de organização e administração.

1. MOISÉS, sozinho, não podia dirigir, administrar e resolver todos os problemas que se apresentava no povo de Israel. O Conselho Divino foi que deveria organizar o povo em grupos de mil, cem, cinqüenta e dez. Êxodo 18:13-27.

2. JESUS começou o estabelecimento de sua Igreja com um pequeno grupo dos doze apóstolos. Desta maneira começou a igreja cristã apostólica a expandir a mensagem de salvação. Mateus 10:1-4.

A. Jesus escolheu e chamou os seus discípulos.

B. Capacitou-os na verdadeira liderança cristã.

C. Depois de capacitá-los os enviou a cumprir a Missão Evangelizadora.

3. A igreja cristã apostólica se reunia não só no templo, mas nas casas.

4. “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomava suas refeições com alegria e singeleza de coração,Louvando a Deus, e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor , dia a dia os que iam sendo salvos.” - (Atos 2:46 e 47).

A. Perseveravam unânimes no templo e nas casas.

B. Comiam juntos com alegria e singeleza de coração.

C. Seus cultos eram de muito gozo e de louvor ao Senhor.

D. Como resultado, cresciam em quantidade e qualidade.

3. “Considerando ele a sua situação resolveu ir à casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos, onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam.”-(Atos 12:12).

A. Aqui encontramos os irmãos reunidos como uma família, orando pelo apóstolo Pedro.

B. As primeiras congregações cristãs se reuniam em casas particulares.

C. A reunião em grupos pequena os unia ainda mais, emocional, espiritual e fisicamente.

4. Nos dias dos apóstolos, as igrejas eram organizadas nas casas.

Saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles.”

“... e a irmã Afia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa”; - (Filemon 2)

“Saudai aos irmãos de Laodicéia, e a Ninfa e à igreja que ela hospeda em sua casa”. (Colossenses 4:15)

terça-feira, 9 de março de 2010

LIÇÃO Nº 2: A UNANIMIDADE NA IGREJA


Texto básico:
Efésios 4.3:

“Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”.

Introdução:
A unanimidade pura é algo que o mundo, definitivamente, não conhece. Vivemos entre pessoas com pensamentos diferentes, onde cada um pretende que prevaleça a sua ideia, a sua vontade e a sua própria palavra.

No entanto, o mundo resolve este problema de uma forma simples: os homens realizam acordos, onde interesses políticos, econômicos e sociais são negociados, emprestados, comprados, vendidos ou subornados. Note-se que ninguém cede nada de graça. Tudo é posto numa mesa de negociação.

Assim, mediante negociações, dirigentes de empresas tomam decisões, políticos criam, votam e executam leis, países vão para guerra (um ajudando outro país amigo, contra um terceiro), etc. Mas por trás de tudo isto, há favores concedidos, mas que serão cobrados sabe-se lá a que custo.

NO ENTANTO, a Igreja foi instituída por Cristo para ser diferente. Ela precisa ser UNÂNIME.

Desenvolvimento da Lição:
Mas como uma instituição (a Igreja) composta por 10, 20, 30, 50, 100, 1000, 10.000, ou muito mais pessoas, poderia ser unânime?

Não se engane: trata-se de um difícil desafio a ser buscado em um árduo caminho.

Contudo, há um Elemento, ou melhor, uma Pessoa que atua em cada membro de uma igreja e que pode unir cabeças com as mais diferentes formas de pensar.

Você saberia quem é esta Pessoa?

Exato: O Espírito Santo de Deus.

No momento em que Ele atua na conversão e na santificação do crente, acaba cumprindo uma outra tarefa: Ele vai transformando uma coletividade de pessoas (crentes) em uma Instituição que atua de forma unânime: A IGREJA.

Mas, para isso, necessário, pelo menos, duas coisas.

A primeira é que você permita essa atuação do Espírito Santo em sua vida.

Veja bem. Se o Espírito Santo é quem molda a igreja, atuando na vida de cada crente, mas, sabendo-se que Ele respeita o livre arbítrio de cada um, é necessário que cada um genuinamente (ou seja, com uma verdadeira sinceridade) permita que o Espírito Santo de Deus atue em sua vida. Deixe que Ele tome as rédeas da sua vida. Busque uma vida pelo Espírito.

A segunda é que você se integre à Igreja. Ou seja, necessário buscar a comunhão com os demais membros da Igreja.

Não se pode pensar na palavra unanimidade, se não considerarmos uma coletividade de pessoas. Não há lógica em se pensar que uma pessoa seja unânime. Para que se falar em unanimidade a respeito de algo são necessárias, no mínimo, duas pessoas. Assim, para que eu contribua com a unanimidade da igreja, preciso fazer o quê?

Lógico. Participar da Igreja. Estar juntos com outros irmãos.

Como? Frequentando os cultos, a EBD, as reuniões de pequenos grupos, as assembléias administrativas (aberta a todos os membros, sem exceção), etc.

Assim, para que eu faça parte de uma Igreja UNÂNIME, preciso ter contato com os demais membros da Igreja. Preciso estar mais tempo perto deles.

Agora, um detalhe fundamental. Por vezes, a formalidade e a necessidade de observância de hora de início e de hora do término do culto, da EBD ou outras atividades realizadas no templo, impedem que todos conversem entre si, que todos compartilhem as bênçãos e as necessidades. A verdade é que embora tenhamos a pretensão de viver em unanimidade, não conhecemos de fato, acerca da vida de cada membro.

Então, outra pergunta que não quer calar: como posso viver em unanimidade com os meus irmãos se não sei quase nada a respeito de cada um ou mesmo de alguns deles?

É aqui que entra a importância de reuniões de pequenos grupos (como este), em caráter menos formal, onde todos podem e devem conversar, manifestar suas ideias, compartilhar benções e apresentar suas dificuldades, por menos importantes que (às vezes) pareçam. Se tudo na nossa vida é importante para Deus, também é importante para os nossos irmãos.

Mas cuidado para não cair em outra cilada!

Por vezes, a Igreja está organizada com uma série de programações, realizando uma infindável série de atividades semanais, incentivando-se os irmãos a participarem do maior número de reuniões possíveis. Então, se estas reuniões tiverem o mesmo nível de formalidade que os cultos dominicais, continuaria difícil um contato mais profundo com meus irmãos. A COMUNHÃO CONTINUARIA, DE ALGUM MODO, PREJUDICADA!

Embora concorde que a Igreja não deva se limitar a propiciar eventos somente aos domingos (pelo contrário: o ideal é que esteja, de algum modo, sempre aberta!), quando se pensa em comunhão deve-se ter o cuidado de incentivar não a formalidade da reunião, mas a comunhão propriamente dita. Ou seja, necessário que se criem oportunidades para que os irmãos interajam uns com os outros.

Meus Amados Irmãos: a proposta de termos reuniões de pequenos grupos é desafiadora, contra a qual podem se oferecer obstáculos. Contudo, é uma valiosíssima oportunidade para que se tenha contato um pouco mais íntimo com os irmãos. Em outro estudo sobre comunhão, será debatido acerca de formas de se aumentar a aproximação entre os membros da Igreja. Contudo, desde já, que fique a ideia do valor dos pequenos grupos. Por eles podemos visualizar sentimentos e necessidades que no Templo, durante os cultos, nos passam despercebidos.

Um conhecimento mais íntimo acerca do meu irmão me fará entendê-lo melhor e amá-lo mais! Propiciará um caminho melhor para tomada de decisões na Igreja, fazendo acontecer a Unanimidade Bíblica. Isso, por fim, leva ao crescimento da Igreja.

Conclusão: A Unanimidade na Igreja só é possível pela atuação do Espírito Santo. No entanto, cada crente deve permitir e buscar a atuação do Santo Espírito de Deus em sua vida. Além disso, necessário, também, que participe dos cultos e reuniões, inclusive em pequenos grupos, onde é possível um contato mais próximos com os irmãos, conhecendo-os melhor. Isso permitirá que de forma mais rápida e mais perfeita alcancemos a Unanimidade na Igreja.