quinta-feira, 18 de março de 2010

Por que devemos organizar-nos em Pequenos Grupos?




I. A Bíblia apresenta o pequeno grupo como uma forma efetiva de organização e administração.

1. MOISÉS, sozinho, não podia dirigir, administrar e resolver todos os problemas que se apresentava no povo de Israel. O Conselho Divino foi que deveria organizar o povo em grupos de mil, cem, cinqüenta e dez. Êxodo 18:13-27.

2. JESUS começou o estabelecimento de sua Igreja com um pequeno grupo dos doze apóstolos. Desta maneira começou a igreja cristã apostólica a expandir a mensagem de salvação. Mateus 10:1-4.

A. Jesus escolheu e chamou os seus discípulos.

B. Capacitou-os na verdadeira liderança cristã.

C. Depois de capacitá-los os enviou a cumprir a Missão Evangelizadora.

3. A igreja cristã apostólica se reunia não só no templo, mas nas casas.

4. “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomava suas refeições com alegria e singeleza de coração,Louvando a Deus, e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor , dia a dia os que iam sendo salvos.” - (Atos 2:46 e 47).

A. Perseveravam unânimes no templo e nas casas.

B. Comiam juntos com alegria e singeleza de coração.

C. Seus cultos eram de muito gozo e de louvor ao Senhor.

D. Como resultado, cresciam em quantidade e qualidade.

3. “Considerando ele a sua situação resolveu ir à casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos, onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam.”-(Atos 12:12).

A. Aqui encontramos os irmãos reunidos como uma família, orando pelo apóstolo Pedro.

B. As primeiras congregações cristãs se reuniam em casas particulares.

C. A reunião em grupos pequena os unia ainda mais, emocional, espiritual e fisicamente.

4. Nos dias dos apóstolos, as igrejas eram organizadas nas casas.

Saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles.”

“... e a irmã Afia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa”; - (Filemon 2)

“Saudai aos irmãos de Laodicéia, e a Ninfa e à igreja que ela hospeda em sua casa”. (Colossenses 4:15)

terça-feira, 9 de março de 2010

LIÇÃO Nº 2: A UNANIMIDADE NA IGREJA


Texto básico:
Efésios 4.3:

“Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”.

Introdução:
A unanimidade pura é algo que o mundo, definitivamente, não conhece. Vivemos entre pessoas com pensamentos diferentes, onde cada um pretende que prevaleça a sua ideia, a sua vontade e a sua própria palavra.

No entanto, o mundo resolve este problema de uma forma simples: os homens realizam acordos, onde interesses políticos, econômicos e sociais são negociados, emprestados, comprados, vendidos ou subornados. Note-se que ninguém cede nada de graça. Tudo é posto numa mesa de negociação.

Assim, mediante negociações, dirigentes de empresas tomam decisões, políticos criam, votam e executam leis, países vão para guerra (um ajudando outro país amigo, contra um terceiro), etc. Mas por trás de tudo isto, há favores concedidos, mas que serão cobrados sabe-se lá a que custo.

NO ENTANTO, a Igreja foi instituída por Cristo para ser diferente. Ela precisa ser UNÂNIME.

Desenvolvimento da Lição:
Mas como uma instituição (a Igreja) composta por 10, 20, 30, 50, 100, 1000, 10.000, ou muito mais pessoas, poderia ser unânime?

Não se engane: trata-se de um difícil desafio a ser buscado em um árduo caminho.

Contudo, há um Elemento, ou melhor, uma Pessoa que atua em cada membro de uma igreja e que pode unir cabeças com as mais diferentes formas de pensar.

Você saberia quem é esta Pessoa?

Exato: O Espírito Santo de Deus.

No momento em que Ele atua na conversão e na santificação do crente, acaba cumprindo uma outra tarefa: Ele vai transformando uma coletividade de pessoas (crentes) em uma Instituição que atua de forma unânime: A IGREJA.

Mas, para isso, necessário, pelo menos, duas coisas.

A primeira é que você permita essa atuação do Espírito Santo em sua vida.

Veja bem. Se o Espírito Santo é quem molda a igreja, atuando na vida de cada crente, mas, sabendo-se que Ele respeita o livre arbítrio de cada um, é necessário que cada um genuinamente (ou seja, com uma verdadeira sinceridade) permita que o Espírito Santo de Deus atue em sua vida. Deixe que Ele tome as rédeas da sua vida. Busque uma vida pelo Espírito.

A segunda é que você se integre à Igreja. Ou seja, necessário buscar a comunhão com os demais membros da Igreja.

Não se pode pensar na palavra unanimidade, se não considerarmos uma coletividade de pessoas. Não há lógica em se pensar que uma pessoa seja unânime. Para que se falar em unanimidade a respeito de algo são necessárias, no mínimo, duas pessoas. Assim, para que eu contribua com a unanimidade da igreja, preciso fazer o quê?

Lógico. Participar da Igreja. Estar juntos com outros irmãos.

Como? Frequentando os cultos, a EBD, as reuniões de pequenos grupos, as assembléias administrativas (aberta a todos os membros, sem exceção), etc.

Assim, para que eu faça parte de uma Igreja UNÂNIME, preciso ter contato com os demais membros da Igreja. Preciso estar mais tempo perto deles.

Agora, um detalhe fundamental. Por vezes, a formalidade e a necessidade de observância de hora de início e de hora do término do culto, da EBD ou outras atividades realizadas no templo, impedem que todos conversem entre si, que todos compartilhem as bênçãos e as necessidades. A verdade é que embora tenhamos a pretensão de viver em unanimidade, não conhecemos de fato, acerca da vida de cada membro.

Então, outra pergunta que não quer calar: como posso viver em unanimidade com os meus irmãos se não sei quase nada a respeito de cada um ou mesmo de alguns deles?

É aqui que entra a importância de reuniões de pequenos grupos (como este), em caráter menos formal, onde todos podem e devem conversar, manifestar suas ideias, compartilhar benções e apresentar suas dificuldades, por menos importantes que (às vezes) pareçam. Se tudo na nossa vida é importante para Deus, também é importante para os nossos irmãos.

Mas cuidado para não cair em outra cilada!

Por vezes, a Igreja está organizada com uma série de programações, realizando uma infindável série de atividades semanais, incentivando-se os irmãos a participarem do maior número de reuniões possíveis. Então, se estas reuniões tiverem o mesmo nível de formalidade que os cultos dominicais, continuaria difícil um contato mais profundo com meus irmãos. A COMUNHÃO CONTINUARIA, DE ALGUM MODO, PREJUDICADA!

Embora concorde que a Igreja não deva se limitar a propiciar eventos somente aos domingos (pelo contrário: o ideal é que esteja, de algum modo, sempre aberta!), quando se pensa em comunhão deve-se ter o cuidado de incentivar não a formalidade da reunião, mas a comunhão propriamente dita. Ou seja, necessário que se criem oportunidades para que os irmãos interajam uns com os outros.

Meus Amados Irmãos: a proposta de termos reuniões de pequenos grupos é desafiadora, contra a qual podem se oferecer obstáculos. Contudo, é uma valiosíssima oportunidade para que se tenha contato um pouco mais íntimo com os irmãos. Em outro estudo sobre comunhão, será debatido acerca de formas de se aumentar a aproximação entre os membros da Igreja. Contudo, desde já, que fique a ideia do valor dos pequenos grupos. Por eles podemos visualizar sentimentos e necessidades que no Templo, durante os cultos, nos passam despercebidos.

Um conhecimento mais íntimo acerca do meu irmão me fará entendê-lo melhor e amá-lo mais! Propiciará um caminho melhor para tomada de decisões na Igreja, fazendo acontecer a Unanimidade Bíblica. Isso, por fim, leva ao crescimento da Igreja.

Conclusão: A Unanimidade na Igreja só é possível pela atuação do Espírito Santo. No entanto, cada crente deve permitir e buscar a atuação do Santo Espírito de Deus em sua vida. Além disso, necessário, também, que participe dos cultos e reuniões, inclusive em pequenos grupos, onde é possível um contato mais próximos com os irmãos, conhecendo-os melhor. Isso permitirá que de forma mais rápida e mais perfeita alcancemos a Unanimidade na Igreja. video






MINISTÉRIO DE PEQUENOS GRUPOS

Estudos sobre Comunhão

LIÇÃO Nº 1: A COMUNHÃO NA IGREJA, ENSINADA EM ATOS 2.46-47.



Texto básico/Texto para decorar:
Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos.” (NVI).

“Perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja os que iam sendo salvos” (João Ferreira de Almeida, Edição Contemporânea).

Desenvolvimento do Estudo:

O texto bíblico de Atos 2.46-47 está acima transcrito em duas versões diferentes, para facilitar a compreensão do seu conteúdo.

Neste trecho é possível a identificação de alguns elementos que ressaltam a forma como estava nascendo a Igreja primitiva. Seriam eles:

- perseverança

- unanimidade

- partir o pão em casa (ou de casa em casa)

- fazendo refeições com alegria e singeleza de coração

- louvor a Deus

- contar com a simpatia do povo

- o consequente crescimento numérico da igreja

Estas atitudes dos primeiros membros da igreja primitiva foram de extrema importância para o impulso inicial desta tão maravilhosa Instituição de Deus. A sua realização importou em uma consequência que não depende de homem, mas de Deus: o crescimento da Igreja.

Logo, se temos por objetivo o crescimento de nossa Igreja, tanto em número, quanto em qualidade, talvez seja importante avaliar o que fizeram os primeiros membros da Igreja de Cristo.

Não se está, aqui, proporcionando aula de língua portuguesa, mas seria importante notar o “tempo verbal” em que está escrito o texto de Atos 2.46-47. Ou seja, está sempre no Plural.

O que significam verbos escritos no Plural? (discuta com o grupo)

Isso mesmo. Significa que se está falando de algo que está sendo feito por, no mínimo, mais de uma pessoa. Mas há outro detalhe. Um verbo, no plural, significa que mais de uma pessoa está fazendo a mesma coisa. Vejam que coisa importante a gramática nos proporciona em relação a este texto. Mais de uma pessoa estava fazendo a mesma coisa. Logo: partir o pão, louvar a Deus, participar (das refeições), não era ação de uma só pessoa, mas de mais de uma.

Mas há outra palavra que, em outro estudo, será destacada pormenorizadamente: unanimidade. O texto diz que faziam todas aquelas coisas de forma unânime, com objetivo comum, JUNTOS.

Então: temos vários verbos, praticados por mais de uma pessoa e de forma unida (juntos).

Amados, se Paulo estivesse comentando este texto, talvez dissesse: “Trago-vos, irmãos, este mistério acerca do crescimento da Igreja: façam tudo juntos, em unanimidade e em COMUNHÃO”.

Que ninguém ouse afirmar que me estou colocando no lugar de Paulo. Mas faço esta ‘brincadeira’ para enfatizar que a fórmula para o crescimento da Igreja e o mandamento de como a Igreja deve funcionar está descrito de forma clara, objetiva e cristalina na Palavra de Deus. NÃO HÁ MISTÉRIO ALGUM! Meus irmãos, para isto não necessitamos de nenhuma profecia. Não necessitamos ser informados por meio de um exímio palestrante Missionário que já atue há vários anos no Continente Africano ou no Asiático ou Oceania (isso é continente?). Não estou desprezando profecias e nem missionários. Mas, às vezes, queremos fazer a Obra, mas esperamos que estoure um estopim que sacuda a Igreja. Contudo, este estopim está bem diante dos nossos olhos:

A IGREJA DEVE ANDAR EM COMUNHÃO!

ASSIM ELA CRESCERÁ!

Não estou falando de crescimento de multidões. Mas estou falando de crescimento oriundo de uma Igreja que, realmente, execute seu Papel no Reino de Deus, fazendo, de fato a Sua Vontade.

Logo, Atos 2.46-47 descreve o (inexistente) mistério para o crescimento e desenvolvimento da Igreja: Uma Igreja onde os irmãos cultivam a comunhão, tanto na área espiritual, quanto material e também intelectual.

Agora, a pergunta que não quer calar (tam-tam-tam-tam).

Qual seria a pergunta que não quer calar? Escolha uma das opções abaixo:

Qual o resultado do último GRE-NAL?

Qual a cor do terno que o Pastor estava usando no último Domingo?

Por quê o ir. Giovani está sempre “arrumando” os óculos nos olhos?

Será que vai chover amanhã?

Por quê as Igrejas (na verdade, as pessoas) não adotam a fórmula de At. 2.46-47?

O mundo jaz no Maligno (I João 5.19) e, deste modo, o mundo sempre apresentará valores contrários aos oferecidos por Deus. Com efeito, se Deus quer que o ser humano viva em comunhão, o Diabo apresentará ideia oposta.

Para simplificar o entendimento sobre o tema, veja o que está enraizado na cultura humana no seguinte chavão: “Cada um por si e Deus por todos”. Esta frase apresenta uma meia verdade: Deus é por todos. Mas meia verdade não é verdade, é mentira.

Onde está a mentira desta frase?

A mentira é a seguinte: devo buscar a Deus e os outros que se virem.

Igreja não é pessoa. É conjunto de pessoas. Mas a Bíblia aponta que este grupo de pessoas deve viver unido, como membros de um corpo (olha os ensinamentos de Paulo aqui – I Coríntios 12.12-31). Logo, o corpo está sempre em unanimidade de ideias e atitudes. Tudo é feito junto! Deste modo, se este conjunto de pessoas vivem como se fosse um corpo, o que acontece com um dos membros deste corpo afeta aos demais membros e todo o corpo sente. Se um dedo está doendo, o corpo inteiro sofre com esta dor. Assim deve ser na Igreja, se um irmão está feliz, a Igreja deve ficar feliz com ele. Se está triste, a Igreja deve ficar triste com ele. Se está precisando de ajuda, a Igreja deve estender a mão para ajudá-lo.

Então, o que acontece é que, ao menos em parte, alguns valores próprios do mundo acabam se incorporando à Igreja, tornando os membros um pouco individualistas. Não há uma preocupação maior com os outros irmãos acerca de como vai sua vida espiritual, sua vida material, seus relacionamentos, etc. Isso, meus amados, impede que a Igreja cumpra o Papel que Deus quer que ela cumpra. Por quê? Porque falta COMUNHÃO.

Ou seja, a Igreja precisa praticar a COMUNHÃO. Que tipo de comunhão? Aquela que a Bíblia ensina, no caso, o texto de Atos 2.46-47.

Conclusão: O crescimento da Igreja, tanto em número quanto em qualidade é um anseio de todo o crente (ou deveria sê-lo). Logo, interessante que se examine na Bíblia como a Igreja procurava atingir este objetivo, o que consta de forma direta no texto de Atos 2.46-47. Este texto, dito em uma só palavra, poderia ser descrito como COMUNHÃO.